O Município

Dados do município

Dados do município/localização

Fundação: 09/05/1962
Emancipação Política: 09 de Maio
Gentílico: Riachocruzense
Unidade Federatíva: Brasil
Mesoregião: Oeste-Potiguar
Microregião: Pau dos Ferros
Distância para a capital: 366,00

Dados de características geográficas

Área: 127,00
População estimada: 3566
Densidade: 24,00
Altitude: 306
Clima: SEMIÁRIDO
Fuso Horário: UTC
CARACTERIZAÇÃO

O município de Riacho da Cruz situa-se na região do Alto Oeste Potiguar, limitando-se com os municípios de Itaú, Tabuleiro Grande, Viçosa, Portalegre, Umarizal e Apodi, abrangendo uma área de 127 km². A sede do município tem uma altitude média de 163 m e coordenadas 05°56’09,6 de latitude sul e 37°56’45,6 de longitude oeste, distando da capital cerca de 378 km com acesso a partir de Natal, efetuado através das rodovias pavimentadas BR-304, BR-405 e RN-177. Segundo estimativa do censo de 2020, a população é de 3.614 habitantes (IBGE), no qual 84% residem na zona urbana e 16% na rural. Além disso, a densidade demográfica é de 24.88 hab/km2. No tocante a geologia, o município está localizado sobre o embasamento cristalino, caracterizado por predominância de rochas metamórficas herdadas da estrutura pré-cambriana e cretácea.
A geomorfologia da região está inserida nos domínios da Depressão Sertaneja, que compõe 50% do território estadual, característico de áreas baixas em localidades entre as partes altas do planalto da Borborema e da chapada do Apodi, com altitudes de 100 a 200 metros. Inserido em uma região que conta com dois períodos bem definidos e períodos de longas estiagens e várias secas, o município apresenta uma média de precipitação anual normal de 711,5 mm/ano (milímetro/ano), e temperaturas médias que variam entre a mínima de 21,0 Cº e a máxima de 30,0 Cº (CPRM, 2005). A vegetação predominante é a caatinga hiperxerófila, característica de regiões com clima semiárido.

HISTÓRIA

A história da colonização das terras que hoje pertencem ao território do município de Riacho da Cruz-Rn teve suas primeiras explorações em 1684 pelo o Sargento-Mor Manoel Nogueira Ferreira (1655-1715), que recebera concessões de sesmarias no território do Apodi datadas do ano de 1682. Em 1684, objetivando expandir os seus domínios territoriais das suas sesmarias nas terras do Pody (Apodi), adentra ainda mais ao oeste seguindo os cursos dos riachos e rios que o conduziam Manoel Nogueira Ferreira em direção a Serra dos Cabeços do Pody (Serra de Portalegre) e consequentemente adentrando as terras que hoje compõem os limites de Riacho da Cruz. Nesse percurso, Manoel Nogueira desbrava o atual sítio do Santo Antônio, São José e a lagoa existente naquele setor. Continuando o seu trajeto de desbravamento, ele descobre um tímido riacho (Riacho Forquilha) e cada vez mais se aproxima da Serra dos Cabeços do Pody onde ele finca os Marcos Lenhosos (dormentes) delimitando o seu espaço territorial do Apodi a Portalegre. No final do século XVII Manoel Nogueira Ferreira realiza as primeiras explorações desses terrenos as margens do Riacho Forquilha, como mangas de soltas, (terras utilizadas unicamente para pecuária que periodicamente os sesmeiros soltavam ali os seus rebanhos para aproveitarem os pastos). E no final do dia, os vaqueiros regressavam para as proximidades de Apodi, enquanto os rebanhos permaneciam nas Soltas. Nesse período, esses terrenos eram pouco usados para a lavoura devido as distâncias existentes para se manter plantações em propriedades abertas e não-cercadas. E a prioridade econômica naquele contexto eram os rebanhos bovinos “Ciclo do Gado”.

Às margens do Riacho Forquilha, no contexto da Guerra dos Bárbaros, um pequeno grupo de vaqueiros desprevenidos pastoreavam os rebanhos de Manoel Nogueira quando sofreram um ataque surpresa e violento de chuvas de flechas silenciosas e ervadas lançadas pelos índios Tapuias. Esse ataque matou boa parte do rebanho e um dos vaqueiros que ali estava foi morto as margens daquele riacho e possivelmente sepultado naquele local. Uma cruz fora fincada à beira do Riacho Forquilha e tornou-se um ponto de referência entre Apodi e a Serra dos Dormentes (Portalegre). De Portalegre para Apodi, depois de passar pela localidade onde hoje se encontra Viçosa, Manoel Nogueira Ferreira passou a chamar o Riacho da Forquilha pela nova denominação de Riacho da Cruz. Em 17 de janeiro de 1715 falece o Sargento-mor, Manoel Nogueira Ferreira na fazenda Oiteiro, no município de Apodi, ficando a viúva Dona Maria Oliveira Correia e a sua filha Margarida de Freitas herda as propriedades que legitimamente eram do seu pai. Dois anos depois, em outubro de 1717, surgem quatro sesmarias pertencentes aos senhores Manoel Rodrigues Taborda, Matias Lima, Bento Carneiro, e o Capitão Antônio Barbalho Bezerra. Posteriormente, Teodósio Freire de Amorim solicitava terras correndo para o Riacho da Cruz nos idos de 1732 e em 1754 Gregório José Dantas também possuía propriedade naquele território que desde 1684 era usado como mangas de soltas devido a presença de Água no então Riacho da Cruz (Riacho Forquilha).

A referência toponímia de Riacho da Cruz até 1761 tinha uma ligação exclusiva com o Riacho Forquilha e não para as terras em si. Um fato histórico trouxe a origem do topônimo das terras que correm para o Riacho da Cruz, quando o Juiz de Fora Miguel de Pina Castelo Branco acompanhado do escrivão Gaio, Antônio Albino do Amaral e Sebastiao Gonçalves da Silva junto com alguns soldados, realizou a transferência de setenta famílias indígenas para a Serra dos Dormentes (Portalegre) no dia 12 de junho 1761. No dia 13 de Junho o comboio que conduzia os índios chegara à margem do Rio Apodi onde deveriam se reunir outros índios tapuias. Essa marcha de transferência praticamente seguiram os mesmos passos que o Sargento-Mor Manoel Nogueira Ferreira seguiu em 1684. Na primeira instância eles estiveram no espaço territorial que hoje compõe o sitio Santo Antônio (pertencente ao município de Riacho da Cruz) e em razão de ser o dia do referido santo, o Juiz Miguel de Pina Castelo Branco deu esse nome aquele espaço territorial. Em continuidade a transferência dessas setenta famílias indígenas, a presente tropa acampa às margens de uma lagoa e ali pernoitaram no dia 22 de Junho do referido ano. Naquele ambiente, o grupo fez uma grande fogueira em homenagem a São João Batista e rezam um terço em comemoração ao referido santo. Em virtude desse evento o mencionado Juiz deu o nome aquele setor territorial e a própria lagoa ali existente de São João que hoje ainda se preserva. Na manhã do dia 24 de Junho, um dos soldados que fazia parte do comboio estava enfermo e em virtude dessa enfermidade ele chega a falecer as margens do Riacho Forquilha, na parte conhecida como Riacho da Cruz. Naquelas terras o Soldado fora sepultado e o Juiz Miguel de Pina Castelo Branco colocou uma cruz no local onde o soldado fora enterrado e fez a seguinte afirmação em relação aquele território: “Essas terras se chamarão de Riacho da Cruz ” e assim ficou conhecido aquele setor territorial como Riacho da Cruz já não em homenagem ao antigo marco cristão referente ao vaqueiro morto e sim a esse soldado que servia ao presente juiz. Agora a referência toponímia de Riacho da Cruz já não era referente ao riacho que cortava aquele território e sim ao território em si.

Desde aquele ano 1761 até o final do século XVIII as terras de Riacho da Cruz continuavam sendo usadas como mangas de soltas e havia um tímido desenvolvimento na parte agrícola devido as distâncias existentes entre as mesmas e Portalegre ou Apodi e pelo fato dos terrenos não terem cercas, mas apenas demarcações simbólicas marcadas por pedras, riachos, arvores etc. Somente em 1901 a povoação dos terrenos de Riacho da Cruz teve a sua real gênese quando o sr. Francisco Delfino de Oliveira juntamente com a sua esposa Tertuliana Maria da Conceição – ambos originários do município de Portalegre – vieram se estabelecer naquele território, construindo uma casa feita de pedra e barro. Posteriormente, três dos seus irmãos também vieram fixar morada nas terras de Riacho da Cruz com suas respectivas esposas: João Alexandre de Oliveira e Francisca Maria da Conceição; Vicente de Oliveira e Ágda Maria da Conceição; e Francisco Pedro de Oliveira. Essas famílias construíram as suas casas de taipa, nas proximidades da lagoa no Barandão (propriedade que hoje forma a Bacia do Açude Público Estadual de Riacho da Cruz). Foi a vinda desses irmãos que fez com que as sementes do município fossem lançadas através de quatro casinhas de taipas. Em 1909, a Srª Camila Maria de Lelis (1850-1932), filha de Antônio Fabrício e de Rita Maria de Jesus, saiu do município de Portalegre - Rn e passou a residir no sítio de Riacho da Cruz. O motivo desta mudança, em parte foi de teor religioso. A Srª. Camila de Lelis tinha um oratório particular dentro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, e quando ocorrera a mudança de vigários naquele ano, o novo sacerdote Pe. Tertuliano Fernandes não aceitou a existência daquele oratório particular na presente instituição religiosa, e isso originou um grande desgosto para a Sra. Camila de Lelis que culminou em sua mudança.

Nas terras de Riacho da Cruz, inicialmente ele reside na casa do Sr. Francisco Delfino de Oliveira, e em pouco tempo ela constrói a sua casinha de Taipa. Uma vez estabelecida nas terras de Riacho da Cruz, ele pronuncia a célebres palavras a ela associada: “Agora vou fazer uma casinha de tijolo! ”. Dessa sua determinação, começa a construção da Capela do Sagrado Coração de Jesus que se concluiu em 1910. E no dia 15 de agosto daquele ano, Camila de Lelis, juntamente com os seus familiares, fazem a transferência das imagens que ela possuía e que ainda estavam em Portalegre, para a Capela recém construída. E no dia seguinte, o Padre Gabriel Toscana da Rocha realiza a sua inauguração religiosa, tendo como padroeiro o Sagrado Coração de Jesus. Apesar da existência do Riacho da Forquilha que corre para o Rio Apodi, as dificuldades de água que o meio oferecia sempre foi grande por não existirem reservatórios de água ali. E os poços artesianos existentes, durante o período de estiagem diminuía a sua vazão. Assim, a medida que esta população crescia, essas mesmas dificuldades também se intensificavam. Nisso, o então prefeito municipal de Portalegre, o Sr. Antônio Martins em 1954 através do DNOCS (Departamento de obras contra a Seca) inicia a construção do sonhado reservatório. Novos moradores se estabelecem na vila para trabalhar na referida obra. A força das maquinas e dos homens fez com que a obra findasse em 1958 e no ano seguinte ocorre a primeira sangria. A partir da superabundância de água oriunda do açude Público Estadual, ocorre um significativo crescimento na Vila. Muitas pessoas residentes em Portalegre e na Vila Viçosa passaram a fixar moradia em Riacho da Cruz.

Em 09 de maio de 1962, houve o desmembramento da vila de Riacho da Cruz da cidade de Portalegre, por força da Lei nº 2764 e sancionada pelo então governador do Estado do Rio Grande do Norte o Sr. Aluízio Alves. Emancipado politicamente, Riacho da Cruz torna-se um novo município do Rio Grande do Norte. As atividades econômicas do município são baseadas na agricultura, pecuária e na pesca em virtude da presença abundante de água do Açude Público Estadual que em sua capacidade de armazenamento abastece a cidade de Riacho da Cruz, Viçosa e Portalegre. Nos últimos anos, o artesanato local tem se desenvolvido significativamente com a confecção de peças em madeira, palha, cerâmica, cestaria e redes; tudo isso é produzido, não em escala industrial, e garante o sustento de muitas famílias da comunidade. Riacho da Cruz localiza-se na Microrregião de Pau dos Ferros e Mesorregião do Oeste Potiguar, a uma distância de 366 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Limitando-se com os municípios de Apodi, Itaú, Umarizal, Viçosa, Portalegre e Taboleiro Grande, abrangendo uma área de 119 km². O município possui a altitude média de 163 m com as coordenadas geográficas: Latitude: 05° 56' 09,6 37'' Sul, Longitude: 37° 56' 45,6'' Oeste.

Revista de nº 98 - Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN)
Antônio Miranda de Freitas Junior – Historiador & Poeta
EVENTOS TRADICIONAIS

FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Uma grande festa marca todos os anos, no dia 09 de maio as comemorações de emancipação política do município de Riacho da Cruz/RN que tem início com a alvorada festiva, bandas filarmônicas e de música, hasteamento das bandeiras, execução dos hinos, missa em ação de graças, inaugurações de obras municipais, desfile cívico e outras atividades. O evento conta ainda com o encerramento do Campeonato Municipal de Futsal (um dos eventos esportivos mais importantes do município, que inicia em abril e finaliza em 09 de maio, o mesmo é realizado no Ginásio Poliesportivo Governador Dix-Sept Rosado e conta com grande público e atletas do município que disputam o prêmio e os títulos de campeão e vice-campeão). As programações são diversificadas todos os anos conforme as administrações municipais e seus respectivos planejamentos financeiros, mas já foram marcadas com shows musicais, bolo de metros e presença de autoridades do estado do Rio Grande do Norte. As comemorações mostram de maneira bem peculiar às belezas, a cultura e as expressões do povo da terra através de grupos e instituições que se programam para organizar eventos que antecede o dia da emancipação, com encontro cultural, apresentações artísticas, jogos esportivos, ações da saúde e educação, brincadeiras infantis, música e entre outras atividades. A data 09 de maio de 1962 apresenta-se como o progresso da cidade de Riacho da Cruz que se desmembrou de Portalegre, através da Lei nº 2.764 e conquistou sua emancipação política, tornando-se município do Rio Grande do Norte.

FESTA DO PADROEIRO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A Festa do Padroeiro Sagrado Coração de Jesus já se tornou tradição e inicia-se com procissão pelas principais ruas da cidade, novenas e missa no largo da capela. Os festejos religiosos têm início no final do mês de maio e seguem até o dia 06 de junho com a participação dos fiéis e visitantes que participam da programação religiosa e divertem-se com os eventos sociais (bingos, leilões, vendas de comidas, bebidas e shows), todos realizados com objetivo de arrecadar recursos para manutenção da capela. A festa é um marco da cultura local avivada pela presença dos artistas da terra e, principalmente, reafirma a religiosidade do povo. A participação de grupos religiosos (Terço dos Homens, Terço das Mulheres, Grupo de Jovens, Pastoral da Criança, Pastoral do Dízimo, Apostolado da Oração, Coral da Capela e entre outros), é fundamental para que a religiosidade permaneça viva e presente em toda comunidade. A Capela do Sagrado Coração de Jesus localiza-se na Avenida Camila de Léllis, centro da cidade e pertence à Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Portalegre/RN. A referida capela iniciou sua construção no ano de 1909 pela senhora Camila Maria de Léllis que mesmo residente em Portalegre/RN possuía um terreno na localidade e com ajuda do povo conseguiu finalizar a sua construção no ano de 1910. No dia 15 de agosto do mesmo ano, ela desceu a serra com imagens religiosas em procissão nos andores nos ombros do povo para fixá-las no altar. No dia 16 de outubro foi dada a benção da capelinha pelo Padre Gabriel Toscana da Rocha. Nesse tempo existiam apenas 05 casas e Camila de Léllisz construiu a 6ª casa junto à capelinha, onde o povoado começou a crescer. Porém, em 1978, a administração municipal decidiu derrubar a velha capelinha e levantar uma capela bem maior no local, permanecendo até hoje com mesmo o Padroeiro. Através do apoio da comunidade, comércios, instituições e famílias riachocruzenses, a capela já passou por diversos serviços de reforma, acessibilidade, limpeza e manutenção diária, além de receber fiéis entre a comunidade e visitantes que participam de missas, novenas, batizados, casamentos, primeira eucarística, encontros e eventos durante todo o ano.

TRADICIONAL FESTA DE SÃO PEDRO

O Tradicional São Pedro de Riacho da Cruz considerada como a melhor e melhor festa junina da região completou 31 anos de história no ano de 2020. O primeiro evento foi iniciado pela Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes em 26 de junho de 1989 no Mercado Público com o objetivo de reafirmar as tradições locais, mas principalmente conseguir verbas para comprar a mobília do Hospital Maternidade Vicente do Rêgo Filho que foi construído em ano anterior pelo Prefeito Vicente Hermenegildo do Rêgo. A festa realizada de forma beneficente ganhou destaque e após alguns anos passou para um novo espaço aberto do centro da cidade. Foi a partir daí que as administrações municipais investiram nas festividades por meio de ornamentação junina, barraca de culinária típica, realização de concursos, apresentação de quadrilhas juninas e shows musicais. A festa já recebeu recursos financeiros do Ministério do Turismo (MTUR) que no ano de 2008 possibilitou que a Prefeitura Municipal de Riacho da Cruz na administração do Prefeito Marcos Aurélio de Paiva Rêgo contrata-se o cantor Reginaldo Rossi (in memoriam) que trouxe milhares de visitantes para a praça da Avenida Camila de Léllis. Uma noite memorável e que animou todo o público com as músicas bregas e românticas. Ao longo de sua história, a tradicional festa de São Pedro já recebeu atrações locais, regionais e nacionais como: Vicenty Nery e Cheiro de Menina, Sirano e Sirino, Bonde do Maluco, Solteirões do Forró, Reginaldo Rossi; Ferro na Boneca, Caviar com Rapadura, Carreteiros Turbinados, Banda Inala, Forró dos Plays, Garota Safada, Circuito Musical, Forró dos Três, João Neto Pegadão, Anizio Júnior, Galegão do Forró, Forró na Pizada, Célia Melo, Toca do Vale, Gaviões do Forró, Lairton, Forró da Mídia, Arreio de Prata, Pegada de Luxo, Forró Danado, Lagosta Bronzeada e muitas outras que contribuíram para o sucesso das programações. A festa tem como objetivo de manter vivas as tradições culturais e promover a geração de emprego e renda na comunidade riachocruzense, oportunizando o acesso dos mais variados profissionais na participação e construção dos festejos juninos. A abertura acontece durante à tarde do dia 26 de junho com o Tradicional Arrasta Pedro, animado com passeio de carroças, arrastão com paredões de som e bandas no trajeto, finalizando na Praça de Eventos com muito forró pé-de-serra. Durante os dias 27 e 28 de junho, a festa de São Pedro ocorre durante a noite na Praça de Eventos com as apresentações de quadrilhas juninas matutas e estilizadas da cidade e região, encerrando com shows no palco principal. O espaço da festa foi construído em 2013 e conta com três quiosques, palco fixo com duas estruturas completa de banheiros e camarins para receber os artistas, rampas de acessibilidade, jardinagem e iluminação. A Secretaria Municipal de Turismo – SEMTUR é a responsável pelo planejamento e organização da festa que juntamente com apoio de todas as Secretarias Municipais e Instituições transformam a cidade, beneficiando a comunidade em geral. A festa de São Pedro faz parte do Calendário de Eventos da Secretaria Estadual de Turismo e do Mapa de Eventos do Ministério do Turismo.

TRADICIONAL ARRASTA PEDRO

A cidade de Riacho da Cruz é referência em todo estado do Rio Grande do Norte, em decorrência das festividades referendando São Pedro nos dias 26, 27 e 28 do mês de junho. No ano de 2010, a Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Educação, decidiu criar um evento junino inserindo na programação junina da 22ª festa com objetivo de unificar todas as instituições da rede municipal e estadual de ensino. Nesse objetivo, foi dado o pontapé inicial com a realização do I ARRASTA PEDRO que abriu a primeira noite de festividades. Para escolha do nome “Arrasta Pedro”, as instituições (Escola Estadual Camilo de Léllis, Escola Municipal Camilo de Léllis e Creche e Pré-Escola Janelinha do Saber), tiveram o desafio de entregar a Comissão do evento a indicação de três nomes para votação. No auditório do Centro Administrativo do corrente ano, a comissão composta por representantes das secretarias municipais, vereadores, instituições e presença do Prefeito Marcos Aurélio de Paiva Rêgo votaram e decidiram que o nome mais adequado seria (ARRASTA PEDRO), uma indicação da Professora Ângela Amorim da Escola Estadual Camilo de Léllis. O evento começou a ser organizado e iniciou às 16:00h da Rua João Rodrigues Soares, com participação de crianças da Creche e Pré-Escola, Alunos e Professores que foram animados por Trio Elétrico e sanfoneiros tocando o autêntico forró pé-de-serra, além de grupos que dançavam quadrilhas no município. O percurso finalizou na Vila Junina, instalada no centro da cidade e que foi coberta como ornamentação de bandeirolas e fitas formando no meio uma imensa Bandeira do Brasil, onde se realizou diversas apresentações culturais. O evento patrocinado pela Prefeitura Municipal contou com apoio do Ministério do Turismo – MTUR que possibilitou acontecer, em plena noite de lua cheia, o maior São Pedro do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, o imponente Arrasta Pedro passou a inserir carroças ornamentadas pelas instituições, o que tornou o evento ainda mais bonito, alterando inclusive o percurso que já saiu dos Bairros (Projeto Crescer, Acampamento I e Acampamento II). Vale salientar que no ano de 2014, a Prefeita Maria Bernadete Rêgo Nunes Rêgo Gomes deu continuidade à realização do Tradicional Arrasta Pedro com Passeio de Carroças que tomou uma proporção grandiosa, recebendo grupos de amigos e famílias da comunidade, além de visitantes que se divertem durante todo o arrastão. O evento conta hoje com mais de 5 mil pessoas que dançam e se divertem ao som de músicas tradicionais juninas. Todas as instituições, comércios e população em geral dedicam semanas na ornamentação das carroças, o que culmina no Maior e Melhor Passeio de Carroças da Região. As bandas e carretas de som animam todo o trajeto, finalizando na Praça de Eventos com muito forró. Durante os dias 27 e 28, a festa de São Pedro ocorre à noite na Praça de Eventos com apresentações de quadrilhas matutas e estilizadas e shows no palco principal.

FESTA DE SANTA LUZIA

A Capela de Santa Luzia localizada na Rua José Fernandes Filgueira no Bairro Acampamento II em Riacho da Cruz realiza anualmente a Festa de Santa Luzia, um marco no ciclo religioso do município que acontece no início do mês de dezembro e encerra-se no dia 13 (esta data é uma celebração religiosa do catolicismo em homenagem a “padroeira dos olhos e da visão”, para os católicos). A fé é professada por católicos que se dirigem a capela para fazer suas orações e participar das procissões, novenas e missas durante todas as noites que compreendem a festa. Com objetivo de arrecadar recursos para manutenção da capela, na parte social, a comissão do evento promove a realização de bingos, leilões e as festas com artistas da terra com participação da comunidade e visitantes das cidades circunvizinhas. Com arquitetura moderna e peculiar, a Capela de Santa Luzia foi construída por meio de Padre Dario Torbolli e sua equipe gestora que solicitaram ao então Prefeito Marcos Aurélio de Paiva Rêgo um terreno para construção. As obras iniciaram no ano de 2005 e finalizaram em 2007 com grande participação e também incentivo da senhora Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes, Padre Francinaldo e Padre Flávio. A capela não tinha nenhum santo para ser padroeiro, mas, devido uma graça alcançada pela senhora Renata Virgínio, decidiu-se que a Padroeira seria Santa Luzia. Com a aceitação da comunidade, a capela passou a realizar missas, novenas, batizados, casamentos, primeira eucaristia e as portas estão sempre abertas, principalmente no mês de dezembro quando a capela recebe a visita da imagem vinda de Mossoró/RN. O espaço conta ainda com uma praça totalmente arborizada, com acessibilidade, sinalização e um cruzeiro onde serve de palco para reflexão e contemplação do pôr do sol.

NATAL ENCANTADO

No ano de 2014, a Prefeitura Municipal de Riacho da Cruz-RN, na Gestão da Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes e do Vice-Prefeito Adiel Pinheiro Régis uniu esforços e criou um evento para contribuir de maneira significativa com a comunidade e reforçar a forte tradição cristã presente no município. Após o planejamento intersetorial representado pelas secretarias municipais, instituições, comércio local e igreja católica, nasce o I Natal Mágico de Riacho da Cruz oportunizando as crianças e suas famílias um espaço de lazer e comemoração do Natal. O lançamento oficial do projeto aconteceu na noite de 29 de novembro de 2014, na Avenida Camila de Léllis, centro da cidade com queima de fogos, apresentação do Coral das Crianças da Creche e Pré-Escola Mundo Feliz e entrega de algodão doce, pipocas e balas para crianças pelas Mamães e Papais Noel. O Natal Mágico ganhou ornamentação natalina com árvore de natal e presentes, presépio, bonecos de neves, casinha da branca de neve e os sete anões com luzes e decoração natalina, casa do Papai Noel, renas e uma singela decoração que deram vida ao evento, tornando-se um sucesso de participação popular. Na 2ª, 3ª e 4ª edição o Natal Encantado contou com um grande diferencial, já que toda ornamentação foi direcionada a sustentabilidade com utilização de materiais recicláveis (garrafas pets), os quais deram origem a velas gigantes, bonecos de neve, árvores de natal, presentes, guirlandas e demais objetos nos canteiro. O destaque fica para a Casa do Papai Noel (criada a partir da decoração do Quiosque Municipal que ganha um novo formato para receber o Papai Noel, crianças e suas famílias), Presépio Natalino e uma intensa iluminação por toda a avenida principal, prédios públicos e residências, trabalhos que são admirados por toda população. O Projeto conseguiu superar as expectativas de toda equipe que investiu em modernidade e criou o Trenó-Móvel, este adaptado para realização de passeios do Papai Noel com as crianças durante todos os finais de semana do mês de dezembro. Na 5ª e 6ª edição, milhares de visitantes de mais de 70 municípios do estado do Rio Grande do Norte, além da presença de filhos ausentes e turistas dos estados da Paraíba, Pernambuco, Fortaleza, João Pessoa, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Acre, Brasília, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e de outros lugares visitaram e encantaram com a iluminação natalina e as apresentações culturais realizadas no palco principal. O monumento Papai Noel criado no ano de 2019 para simbolizar o evento encantou todo o público e surgiu a partir de um projeto idealizado pela Secretaria Municipal de Turismo com apoio do paisagista e artista plástico José Fernando Silvano Moreira de Apodi/RN. O monumento foi construído de forma sigilosa na cidade para que a comunidade fosse agraciada com a surpresa, e através de um mutirão que exigiu com muito esforço devido ao peso da estrutura, Papai Noel foi fixado e coberto. O monumento foi inaugurado durante a noite de abertura oficial do natal, em 30 de novembro do corrente ano, mesmo local da Praça da Branca de Neve com a presença das autoridades, comunidade e visitantes, deixando marco no desenvolvimento histórico, cultura e econômico do município. A programação se tornou ainda mais completa com presença de artistas da terra nos cânticos de fé, espaços gastronômicos, casa do artesanato (uma iniciativa que ganhou destaque e oportunizou aos munícipes vender os seus próprios trabalhos), bandas de filarmônicas e músicas, teatro Auto de Natal, presépio vivo, grupos de danças, grupos de coral, shows católicos e evangélicos, espetáculos para crianças e outras atrações da cidade e região. Na Avenida foram criados novos objetos, monumentos, ambientes de lazer e demais oportunidades de emprego e lazer para população e visitantes. Portanto, o Natal Encantado já passou a integrar o Calendário de Eventos do município de Riacho da Cruz, Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Norte - SETUR e Ministério do Turismo – MTUR, desenvolvendo a cultura e mantendo foco na geração de emprego e renda.
POLÍTICA

A história politica de Riacho da Cruz teve início no ano de 1962. Mas antes, a população fazia parte do corpo de eleitores do município de Portalegre, onde é a comarca ate os dias atuais. No mês de março de 1962, o senhor FRANCISCO DE OLIVEIRA SILVA, conhecido como Chiquinho de João Manel (Bisneto da Srª Camila de Léllis) foi nomeado pelo Governador do Estado, Aluízio Alves e tornou-se prefeito interino de Riacho da Cruz, governando apenas por 09 meses. Este mandato pode ser considerado especial, pois não teve participação do legislativo. Na época, não tinha repasse financeiro, apenas 300 cruzeiros do fundo de participação municipal que possibilitou a realização de poucas obras. No entanto, Francisco de Oliveira Silva deu os seus primeiros passos em busca de autonomia e deixou a base para futuras administrações.

Porém, a história do Poder Legislativo começa a ser escrita em fins do ano 1963, mais precisamente em 01 de dezembro, ano da primeira eleição municipal, onde foram escolhidos os representantes do município através do voto popular. No mesmo mês do corrente ano foi realizada a primeira sessão ordinária que tinha por finalidade instalar a Câmara Municipal, em seguida estes deram também compromisso e posse aos Vereadores, Prefeito e Vice-prefeito. Mas, a posse de fato só ocorreu em 31 de janeiro de 1964. As reuniões eram sediadas em sede provisória na Prefeitura municipal e conforme a documentação de ata, os encontros aconteciam de forma não planejada, ou seja, naquela época as reuniões eram bem mais distantes uma das outras, chegando há um ano sem realizar uma sessão legislativa. O que se conclui que as datas abertas, lavradas e assinadas eram apenas mais um cumprimento burocrático.

Segue a lista dos mandatos e seus respectivos representantes.

PERÍODO 1964 – 1968
EDIMAR DIÓGENES DE PAIVA - PREFEITO
FRANCISCO SILVÉRIO NETO - VICE-PREFEITO E PRESIDENTE DA CÂMARA

PERÍODO 1969 – 1972
GERALDO GURGEL DE AMORIM - PREFEITO
ALÍPIO FERNANDES DE OLIVEIRA - VICE-PREFEITO E PRESIDENTE DA CÂMARA

PERÍODO 1973 – 1976
JOÃO DE DEUS DA SILVA - PREFEITO
JOSÉ SOARES DA SILVA - VICE-PREFEITO E PRESIDENTE DA CÂMARA

PERÍODO 1977 – 1982
GERALDO GURGEL DE AMORIM - PREFEITO
VICENTE HERMENEGILDO DO RÊGO - VICE-PREFEITO

PERÍODO 1983 – 1988
VICENTE HERMENEGILDO DO RÊGO - PREFEITO
JOÃO TERTULINO DE FREITAS - VICE-PREFEITO

PERÍODO 1989 – 1992
MARIA BERNADETE NUNES RÊGO GOMES - PREFEITA
ANANIAS MAFALDO MAGNO - VICE-PREFEITO

PERÍODO 1993 -1996
VICENTE HERMENEGILDO DO RÊGO - PREFEITO
OSVALDO RODRIGUES SOARES - VICE-PREFEITO

PERÍODO 1997 – 2000
MARIA BERNADETE NUNES RÊGO GOMES - PREFEITA
DEOCLECIANO GOMES DE PAIVA - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2001 - 2004
MARIA BERNADETE NUNES RÊGO GOMES - PREFEITA
DEOCLECIANO GOMES DE PAIVA - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2005 – 2008
MARCOS AURÉLIO DE PAIVA RÊGO - PREFEITO
VALDENI DE OLIVEIRA - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2009 – 2012
MARCOS AURÉLIO DE PAIVA RÊGO - PREFEITO
VALDENI DE OLIVEIRA - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2013-2016
MARIA BERNADETE NUNES RÊGO GOMES - PREFEITA
ADIEL PINHEIRO RÉGIS - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2017-2020
MARIA BERNADETE NUNES RÊGO GOMES - PREFEITA
ADIEL PINHEIRO RÉGIS - VICE-PREFEITO

PERÍODO 2021-2024
MARCOS AURÊLIO DE PAIVA RÊGO - PREFEITO
CLAUDIO UBERLANE DE SÁ - VICE-PREFEITO















ATRATIVOS TURÍSTICOS

BOSQUE MUNICIPAL DE RIACHO DA CRUZ

O Bosque Municipal de Riacho da Cruz localiza-se na Rua Bevenuto Alves da Rocha, próximo à Praça de Eventos e na entrada da cidade. Construído para o bem-estar da população no ano de 2012, no final da gestão do Prefeito Marcos Aurélio de Paiva Rêgo, o espaço atualmente é referência para quem visita, pois está inserido no entorno de vários atrativos naturais como flores e plantas regionais, inclusive o (Pau-Brasil). O Bosque tem seu acesso próximo aos atrativos principais como: o Riacho da Forquilha, Marco Histórico, Trilha do Poço da Vaca, Ginásio Poliesportivo e da Quadra da Escola Camila de Léllis. Além disso, é utilizado para proporcionar lazer aos munícipes, como caminhada, corridas, passeios, jogos e atividades escolares. No seu ambiente interno, a partir do ano de 2013 a Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes passou a estruturar e ampliar o Bosque com construção de praça, área para vôlei de areia, quiosques, e a Academia da Saúde que foi instalada pela Secretaria Municipal de Saúde e serve de local para prática de exercícios físicos, ginástica, dança e jump com os grupos ligados aos programas de saúde. Atualmente o Bosque Municipal conta com dois quiosques municipais em funcionamento durante a noite que dispõem de banheiros, acessibilidade e iluminação, proporcionando o fortalecimento do comércio local. O lugar é frequentado em todos os horários pela comunidade, estudantes e profissionais que buscam o bem-estar, realizam pesquisas escolares e demais atividades. A manutenção acontece diariamente por profissionais da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo que promovem a limpeza, regam as plantas, e fazem o controle. Além disso, os Grupos de Escoteiros e os mutirões comunitários com apoio da população são importantes e fazem do Bosque Municipal, um lugar mais agradável para visitar.

MARCO HISTÓRICO

O Marco Histórico está inserido no roteiro do município por apresentar de forma simbólica a história do topônimo de Riacho da Cruz/RN. O monumento localiza-se embaixo de uma Oiticica Centenária, próximo a ponte de acesso para as cidades circunvizinhas e tem seu percurso iniciado no Bosque Municipal ou na Trilha Ecológica Poço da Vaca. O Marco indica uma sepultura cristã, destacada pela morte de um soldado no início do século XVII, apresentado em seu contexto histórico quando o Juiz de Fora Miguel de Pina Castelo Branco acompanhado do escrivão Gaio, Antônio Albino do Amaral e Sebastiao Gonçalves da Silva junto com alguns soldados, realizaram a transferência de setenta famílias indígenas para a Serra dos Dormentes (Portalegre). Na manhã do dia 24 de junho de 1761, um dos soldados que fazia parte do comboio estava enfermo e em virtude dessa enfermidade ele chega a falecer as margens do Riacho Forquilha, na parte já conhecida como Riacho da Cruz pelos fazendeiros e vaqueiros da época. Naquelas terras o Soldado fora sepultado e o Juiz Miguel de Pina Castelo Branco colocou uma cruz no local onde o soldado fora enterrado e fez a seguinte afirmação em relação aquele território: “Essas terras se chamarão de Riacho da Cruz”. O marco histórico foi demarcado no ano de 2008 e referenciado pelo grupo do SELO UNICEF, sob orientação do Historiador Antônio Miranda de Freitas Júnior e com apoio da Prefeitura Municipal. No local, a Secretaria Municipal de Turismo construiu dois bancos, fixou uma nova cruz de madeira e realizou o plantio de eucaliptos para formação de uma passagem natural. No seu entorno, é possível ainda visualizar plantas, flores e o Riacho Forquilha que proporciona uma sensação de bem-estar, além de servir de atrativo para visitantes e estudantes que buscam entender sobre os antepassados.

TRILHA ECOLÓGICA POÇO DA VACA

A Trilha Poço da Vaca é um dos atrativos ecológicos e históricos mais importantes do município de Riacho da Cruz. Considerada como um atrativo natural pelo Ministério do Turismo, a trilha foi estruturada no ano de 2017 pela Secretaria Municipal de Turismo através da inserção no Projeto Circuito das Serras Potiguares, e recebeu sinalização turística, mapa, identificação das plantas nativas e entrada moderna. Para simbolizar a trilha e atrair mais visitantes, a Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes adquiriu um Monumento para integrar o local, onde mandou fazer em concreto (a vaca) na cidade de Assú/RN que até hoje é uma das principais referências turísticas ecológicas na cidade. A Trilha tem um percurso de 20 minutos dependendo da parada, sendo iniciada ao lado do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, no centro da cidade. Durante a caminhada é possível apreciar toda fauna e flora local, passando pelo Riacho Forquilha e chegando ao Poço da Vaca, local que até hoje não seca e servia de bebedouro para o gado que passava na região, quando a cidade ainda era vila. O fato marcante é que uma vaca de um grande proprietário de terras da região caiu no poço e morreu afogada, restringindo então a passagem de outros animais no poço, por isso a denominação da trilha. O acontecimento não impediu que durante muitos anos as lavandeiras de roupas aproveitassem o poço e a sombra das oiticicas (é possível encontrar vestígios de tanques para lavagem de roupa), onde os riachocruzenses visitavam o espaço para o banho e diversão. Atualmente, o local serve de atrativo para quem buscam lazer e o contato com a natureza, além de estudos relacionados à área ambiental, histórica e geográfica. No ano de 2019, a Trilha recebeu Sinalização Turística e um Mapa de identificação pela Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Norte – SETUR, possibilitando a melhor visualização da comunidade e visitantes. O atrativo foi destaque no Programa Rota InterTV e continua recebendo estudantes e grupos de escoteiros que realizam encontros, passeios e acampamentos, contribuindo com a manutenção e preservação do local. A trilha finaliza no Marco Histórico, local onde surgiu à denominação do Município de Riacho da Cruz.

TRILHA ECÓLOGICA DOS PIONEIROS

A Trilha Ecológica dos Pioneiros inicia na comunidade do Sítio Cabaços, Zona Rural da cidade de Riacho da Cruz/RN e finaliza na comunidade do Sítio Santa Tereza em Portalegre /RN com um percurso de mais de 2h. A trilha já existe há muitas décadas e era utilizada diariamente por animais e pessoas que se deslocavam até outras cidades (Riacho da Cruz, Tabuleiro Grande, Itaú e Apodi) para comprar alimentos, frequentar festas populares, missas, mas principalmente levar os animais para serra em época de seca ou falta de pasto. O nome da trilha surgiu devido a presença dos Grupos de Escoteiros do município que exploram a localidade de forma sustentável e ajudam a preservar os seus atrativos naturais. Além de proporcionar o contato mais próximo com a natureza, o local recebe visita de estudantes, famílias, grupos de escoteiros, amigos e motocross da região em busca de aventura e diversão.
O percurso inicia na Caverna dos Pioneiros que apresenta formações rochosas, onde o visitante consegue adentrá-la e conhecer os elementos característicos da região como: rochas, plantas nativas da caatinga, paisagens naturais e vistas panorâmicas da região. Na continuidade, é possível chegar aos lajedos de fendas conhecida como “Os Caldeirões”, onde nos meses de inverno as águas que correm nas fendas geram forte barulho e as pessoas aproveitam para o banho na formação de pequenas cachoeiras. Há também uma formação rochosa no caminho, uma pedra grande e redonda conhecida como a “A Pedra do Sino”, pois o visitante ao bater em suas extremidades, produz um som metálico ecoado entre as serras, os moradores afirmam que segundo a lenda da região, qualquer rapaz que conseguisse dormir do lado da pedra desencantaria uma Princesa. No ano de 2017, a Secretaria Municipal de Turismo realizou a topografia com criação de mapas e instalou a sinalização turística temporária através do Projeto Circuito das Serras potiguares e com ajuda dos Grupos de Escoteiros do município. O atrativo foi destaque ainda para matéria no Programa InterTv Rural do RN TV1 que apresentou toda a história e diversidade natural do lugar.

AÇUDE PÚBLICO DE RIACHO DA CRUZ


No ano de 1954, o então Prefeito Municipal de Portalegre, o Sr. Antônio Martins através do DNOCS (Departamento de obras contra a Seca) iniciou a construção do reservatório Riacho da Cruz II, pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró. Com isso, novos moradores passam a estabelece quando a cidade ainda era vila para trabalhar na referida obra. A força das máquinas e dos homens fez com que a obra fosse finalizada em 1958 e no ano seguinte ocorre a primeira sangria. A partir da superabundância de água oriunda do Açude Público ocorre um significativo crescimento na Vila. Muitas pessoas residentes em Portalegre e na Vila Viçosa passaram a fixar moradia em Riacho da Cruz. No decorrer dos anos, o abastecimento de água passou a atender a população e também nas cidades de Viçosa e Portalegre/RN. Com área de 145,26 hectares e com capacidade máxima de 9.604.200,00 m³ e volume morto de 632.700,00 m³ o reservatório Riacho da Cruz II é fundamental para abastecimento de áreas urbanas e rurais dos municípios supracitados, seja para consumo humano e animal, uso residencial, cultivos de vazantes e piscicultura (SEMARH, 2015). A Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte é a responsável pela produção e distribuição de água para consumo humano e o órgão responsável pela vigilância da qualidade da água é a Secretaria Municipal de Saúde. O Açude localiza-se entre a Rua Vicente das Chagas de Oliveira (Bairro Acampamento I) e Rua Zeneide Régis de Paiva (Bairro Acampamento II), próximo aos empreendimentos particulares: Adega Balneário e Adega Canto da Música. Em período de inverno, quando acontece a sua sangria, o açude recebe muitos visitantes que aproveitam o momento para o banho e contemplação da natureza, tendo em vista que ocorre a formação de cachoeiras no Riacho Forquilha. Além disso, é uma oportunidade para as empresas do setor de eventos e de alimentação e bebidas.
A Prefeitura Municipal realiza constantemente os trabalhos de limpeza com retirada de matos, manutenção da pavimentação, criação de decretos municipais sobre a proibição de banho e a parceria com a Associação de Pescadores do Sítio Aracaju para o repovoamento de Peixes que garantem a qualidade e a permanência da pesca na comunidade.

MONUMENTO RIACHO DA CRUZ

O Monumento Riacho da Cruz, foi construído no segundo mandato (1997 – 2000) da Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes, após a construção das praças da Avenida Alto Boa Vista. O objetivo da construção foi criar raízes da gestão municipal através de um monumento que representa e identifica o município, já que Riacho da Cruz na época não era muito conhecida, por isso à estrutura enfatiza atualmente o símbolo (brasão) do município, onde inicialmente foi pintada com as cores da Bandeira Municipal (Azul França e Azul Turqueza; Branco e Vermelho). Quando Riacho da Cruz ganhou a edição do Selo Unicef Município Aprovado, Edição 2005-2006, uma iniciativa para melhorar as condições de vida das crianças e dos adolescentes no Semiárido e na Amazônia Legal Brasileira, o monumento foi pintado com as cores da logo e design da edição, mostrando mais uma conquista da gestão administrativa. No decorrer dos anos, a Praça e os demais espaços foram restaurados e mantiveram as mesmas características. No entanto, no ano de 2017, após a estruturação da Secretaria Municipal de Turismo (inserção do município no Mapa de Turismo do Brasil; Programa de Regionalização do Turismo, Conselho do Polo Serrano de Turismo do Rio Grande do Norte e Projeto Circuito das Serras Potiguares), a gestão passou a divulgar os atrativos de forma mais ampla, onde novamente pintou o monumento com as cores e símbolo do Brasão Municipal, dessa vez trazendo hospitalidade e acolhimento para os munícipes e principalmente quem passa pela cidade com as seguintes frases: (Se você quer uma Riacho da Cruz melhor, vamos ajudar a construí-la); (Coisas boas atraem coisas boas) e (Sejam bem-vindos).

PRAÇA DA BRANCA DE NEVE E OS SETES ANÕES

A Branca de Neve e os Setes Anões fixados na Praça da Avenida Camila de Léllis, centro da cidade é ponto de parada para os visitantes que passam pela RN-177 e se tornou um atrativo conhecido em todo o estado do Rio Grande do Norte, por ter sido o primeiro espaço infantil instalado no município que atraia toda as família. Os monumentos foram adquiridos pela Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes em seu segundo mandato, no ano de 2000 com objetivo de decorar o canteiro e trazer uma opção de lazer para as crianças. A Branca de Neve e os Anões já foram trocados três vezes por estrutura de (gesso e concreto), devido algumas deteriorações, mas sempre priorizando a sua originalidade inicial. O canteiro da Praça teve a última restauração em maio de 2015 com criação de um novo paisagismo e recebeu novos monumentos em novembro de 2019, como o Papai Noel, simbolizando o evento Natal Encantado. O espaço recebe cuidados diários pela equipe da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo com relação a limpeza, fixação da grama, plantios e pinturas. A Praça da Branca de Neve os Sete Anões já foi palco de muitos eventos culturais e tradicionais do município, incluída em diversas campanhas promocionais com gravações para programas de TV e divulgações em revistas, blogs, sites e redes sociais no estado. É preciso lembrar que as praças são palco de vários eventos como a Tradicional Festa de Emancipação Política, Dengue Folia; Arrasta Pedro e Natal Encantado, cada momento é característico, mas que faz da Avenida um espaço de grande valor cultural e social para todos.

PÓRTICOS DA CIDADE

O Pórtico moderno e exclusivo localizado na entrada principal da cidade entre as RN-076 e RN-177 foi construído no ano de 2000 pela Prefeita Maria Bernadete Nunes Rêgo Gomes em seu segundo mandato (1997 – 2000) com execução da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo. O monumento foi criado com objetivo de demarcar a entrada da cidade, mas tornar uma referência e atrativo para quem passa ou visita à cidade, tendo em vista que existia apenas uma placa de identificação com a distância entre os municípios e uma mensagem (quem sabe aonde quer chegar, escolhe o caminho certo e o jeito de caminhar). Em 2013 a Prefeitura Municipal realizou a 1ª revitalização do pórtico e da parada de ônibus na entrada que recebeu novas plantas, grama, pintura e iluminação. No início do ano de 2013, a Prefeitura Municipal iniciou a construção do segundo pórtico no Bairro Acampamento II em frente a RN-076, que por sua vez é um espaço de passagem para visitantes e munícipes que deslocam na cidade. Antes das obras, existia apenas uma rotatória construída no ano de 1997 pela mesma gestora com objetivo de facilitar o tráfego de veículos. Para modernizar o local, o 2º pórtico de entrada construído no mesmo local da rotatória, tornou-se um espaço de orientação, acolhimento e passagem de visitantes e munícipes. No ano de 2014, o monumento recebeu a pintura e iluminação, inclusive os ajustes de paisagismo, onde foram organizados os espaços verdes e objetos decorativos posicionados, dando vida e as boas-vindas a todos.

PRAÇA DE EVENTOS

A Praça de Eventos de Riacho da Cruz localizada na Rua 07 de Setembro, ao lado do Bosque Municipal teve sua construção iniciada no ano de 2012 e inaugurada no dia 09 de maio de 2014 com grande festa no aniversário de 52 anos da cidade. A praça foi criada com a finalidade de estruturar um espaço para promover e receber pequenos, médios e grandes eventos locais, bem como proporcionar um ambiente de lazer e emprego para comunidade. O espaço conta com três quiosques padronizados (construídos em 2016); palco fixo com estruturas completas de banheiros, copa e camarins para melhor receber os artistas (construído em 2017), rampas de acessibilidade, jardinagens e iluminações. É considerado um dos espaços públicos mais apreciados pela população e visitantes que durante o dia participam de caminhadas, corridas, atividades físicas, brincadeiras e durante a noite e aos finais de semana se reúnem com famílias e amigos para desfrutar dos ambientes gastronômicos. No decorrer dos anos, a Secretaria Municipal de Turismo iniciou o trabalho de modernização e adquiriu o Monumento Cultural para integrar a Praça de Eventos, visto que o local recebe muitos visitantes, principalmente com a realização da Tradicional Festa de São Pedro nos dias 26, 27 e 28 de junho. O Monumento do Sanfoneiro foi adquirido na cidade de Assú/RN e fixado em 2016, mês que acontece o maior evento junino. Desde então, o sanfoneiro representa a cultura nordestina forrozeira com parada obrigatória para foto. A Praça de Eventos já foi palco de diversos eventos culturais e tradicionais como: Dengue Folia, Festa de São Pedro, Passeio de Carroças, Arraiá da Camila, campanhas e outros eventos privados ao longo dos anos, tornando ponto de referência, lazer e diversão. Portanto, é através da manutenção diária pelos profissionais da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo que o ambiente continua sempre renovado, garantindo o bem-estar e qualidade de vida para comunidade e todos os visitantes.

CASA DE MEMÓRIA DE RIACHO DA CRUZ

O prédio foi construído no ano de 1963 na gestão do Prefeito Edimar Diógenes de Paiva para o funcionamento da sede da Escola Municipal Camila de Léllis. Desde a sua fundação a instituição recebeu o nome de "Escola Municipal Camila Lellis", em homenagem a Sr.ª. Camila de Lellis, uma das primeiras moradoras do então povoado, a qual contribuiu religiosamente para a construção de uma capela. Além disso, foi construído o Parque Municipal ao lado do prédio para ofertar momentos de lazer as crianças da cidade. Localizado na Avenida Camila de Léllis, a escola contava com apenas com 01 (uma) sala de aula, onde ofertava a 1ª e 2ª série do ensino primário, de forma multisseriada, com 30 (trinta) alunos, sobre a docência das Prof.ª, Maria José de Oliveira e Alzira Soares Pereira na coordenação da Diretora Maria da Luz Leite Amorim. No ano de 1983, na gestão do Prefeito Vicente Hermegenildo do Rêgo, o prédio recebeu a sua primeira reforma e passou a contar com 02 (duas) salas, 01 (um) almoxarifado, 01 (uma) cozinha, e 02 (dois) banheiros. Vinculadas a escola, existiam outras escolas na zona rural denominadas de Escolas Isoladas. Em 1998, em virtude do crescimento da demanda escolar, a gestão da Prefeita Maria Bernadete Nunes do Rêgo Gomes, passou a construir um novo ambiente escolar, o que foi necessário à mudança de local por falta de espaço no terreno. Desse modo, o prédio ganhou uma nova finalidade, tornando-se a sede do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), e em anos posteriores do Programa Segundo Tempo. No ano de 2004, em virtudes das fortes chuvas e quando o açude público estava com risco de rompimento, o espaço se tornou abrigo para diversas famílias atingidas no município. Com a extinção dos programas, o espaço se tornou utilizado para práticas esportivas como o Karatê e posteriormente serviu de depósito. No período de 2017 a 2019 foi utilizado para criação de espaços gastronômicos durante o mês de dezembro na realização do Natal Encantado. Em 2020, com objetivo de recolher, inventariar, preservar, expor, estudar e divulgar a história do município e tendo a missão de promover cidadania e à educação patrimonial, o prédio foi reformado e ampliado com recursos próprios da Prefeitura Municipal e com apoio da Secretaria Municipal de Turismo para o funcionamento da Casa de memória de Riacho da Cruz que recebeu o nome do gestor responsável por sua construção: Edimar Diógenes de Paiva.

Hino de Riacho da Cruz

HINO MUNICIPAL
HINO DE RIACHO DA CRUZ
LETRA: PROFESSOR BASTOS
MÚSICA: Clézio Fernandes Filgueira

REFRÃO
Riacho da Cruz, Brasil!
Nós te saudamos e te valorizamos (BIS)

PARTE I
Apesar de pequenina
Há fascínio e encantos mil
És retrato de formosura
Dentro dos encantos do Brasil.

Riacho da Cruz, Brasil!
Nós te saudamos e te valorizamos.

PARTE II
A tua gente simples
Mais calorosa e gentil
Te saúda com orgulho
Este bom pedaço do Brasil.

Riacho da Cruz, Brasil!
Nós te saudamos e te valorizamos.

PARTE III
Riacho, teu nome
É Riacho da Cruz
E o teu povo forte
Faz do Rio Grande do Norte
Sua terra mãe, de luz! Riacho da Cruz.

Riacho da Cruz, Brasil!
Nós te saudamos e te valorizamos .

PARTE III
Riacho, teu nome
É Riacho da Cruz
E o teu povo forte
Faz do Rio Grande do Norte
Sua terra mãe, de luz! Riacho da Cruz.

Riacho da Cruz, BRASILLLLLLLLLL!

Brasão do Município


Bandeira do Município


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